Cresce uso de app de banco entre os mais velhos

23/12/2020

Segundo a pesquisa, 32% dessa amostra afirma utilizar mais os aplicativos dos bancos no celular e 27%, os sites de internet banking

A pandemia teve um forte impacto em termos de aumento do uso de canais digitais para os mais velhos. Uma pesquisa realizada pela fintech Agibank em parceria com a consultoria Núcleo 60+ sobre os hábitos do grupo chamado de 50+, ou seja, de brasileiros acima dos 50 anos, indica que 60% dos entrevistados declarou ter passado a usar mais o celular no período iniciado a partir da decretação de medidas de contenção da covid-19. Em paralelo, 70% desse grupo parou de usar ou passou a frequentar menos as agências bancárias.

Os usuários de serviços financeiros do grupo 50+ também passaram a acessar mais os canais baseados em dispositivos móveis e no computador. Segundo a pesquisa, 32% dessa amostra afirma utilizar mais os aplicativos dos bancos no celular e 27%, os sites de internet banking.

O estudo do Agibank, que é um banco digital especializado no público 50+, entrevistou 1.464 pessoas no país, entre setembro e outubro, e as separou em dois conjuntos, um na faixa de 30 a 49 anos, para o grupo de controle, e o restante como principal. Foram 468 participantes na faixa de controle e 1.006 na amostra principal.

“Os 50+ são o grupo que mais cresce e vai seguir crescendo no Brasil — hoje são 54 milhões e, até 2050, devem chegar a 98 milhões de pessoas”, afirma Saulo Barbosa, líder de marketing do Agibank. Conforme o executivo, os resultados validam a percepção da fintech que os mais velhos não excluem o espaço físico. Segundo Barbosa, “o grupo 50+ pode estar momentaneamente afastado, mas não vai excluir a agência física” após a pandemia.

Para o líder de marketing, os resultados reforçam a aposta da estratégia do Agibank que, na contramão dos grandes bancos de varejo, pretende abrir ainda mais endereços físicos no próximo ano. “Olhando o futuro, os 50+ estão falando: ‘posso estar me cuidando agora na pandemia, mas não quero abrir mão de ter um atendimento pessoal e personalizado”. O Agibank terá uma rede de 700 lojas neste ano e quer abrir mais 90 em 2021.

A pesquisa mostra ainda que, apesar de valorizar o atendimento físico, a pandemia também trouxe uma aceleração de hábitos digitais. Tanto que os mais velhos apontaram o aplicativo do banco no celular como principal canal de atendimento, com 22% da preferência. Na sequência, aparece o caixa eletrônico, com a citação de 17% dos consultados, contra 8% na faixa entre 30 e 49 anos. Depois, ainda aparecem os serviços bancários na lotérica, com 14%.

Em um recorte específico nas classes mais baixas de renda, as casas lotéricas aparecem como principal meio de atendimento financeiro, seguida pelo saque em espécie. O cartão, meio mais usado para movimentação do dinheiro pelos 50+ nas classes A, B e C, perde o primeiro lugar para a lotérica nas classes D e E.

Os sites dos bancos são muito mais usados pelos mais velhos. No grupo dos 50+, uma fatia de 12% mencionou o canal como preferido para interação com os bancos. Na faixa etária de controle, por sua vez, esse percentual cai pela metade, para 6%.

Na pandemia, os caixas fora das agências se mantiveram como importante ferramenta para uso de serviços financeiros. Os equipamentos são citados por 10% dos mais velhos, enquanto apenas 7% os adultos jovens indicam como canal preferencial.

Em termos de movimentação financeira, mais da metade dos brasileiros acima de 50 anos, ou seja, 52% indicam o uso preferencial de cartões de crédito ou débito do banco para realizar transações. No grupo de controle, apenas 36% apontam esse meio de pagamento como principal. Já o uso do internet banking se mostra equilibrado nas duas faixas, ambas com 35% de preferências.

Os mais velhos também se mostram mais propensos a usar o papel moeda como forma principal de pagamentos. A estratégia de fazer um saque mensal em dinheiro e usar o numerário ao longo do período é citada por 26% dos 50%. No grupo entre 30 e 49 anos, 14% usam esse expediente.

A estabilidade é uma característica dos 50+ em termos financeiros. Enquanto 54% desse grupo não teve alteração de renda, na amostra de controle apenas 29% têm a mesma tranquilidade.

As compras on-line foram outro comportamento que acelerou com a pandemia entre os 50+ em uma proporção bem próxima aos dos mais jovens. Dentro do grupo da faixa etária mais elevada, 28% afirmaram usar mais o e-commerce nesse período de isolamento social ante 31% do grupo de controle. Em relação aos canais de compra, entre os acima de 50 anos, 26% passaram a usar mais os serviços de delivery nos últimos meses. Em contraposição, apesar de as compras on-line terem crescido, parcela significativa dos 50+, de 41%, continua comprando presencialmente como fazia antes da pandemia. (Fonte: Valor Investe)

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