Expectativa para inflação do país em 2018 sobe para 4,03%, aponta Boletim Focus

03/07/2018

De acordo com o Banco Central, o PIB de 2018 será de 1,55%; a marca é a mesma estimada na última semana após oito semanas seguidas de baixa

Pela sétima semana consecutiva, o mercado financeiro elevou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o Boletim Focus desta segunda-feira (2), o indicador deve ser de 4,03% para este ano, e não mais de 4% conforme estimado na semana passada.

O novo registro publicado pelo Boletim Focus deixa a marca mais próxima do centro da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,50%. O resultado ainda segue dentro do limite inferior e superior do índice, que estão, respectivamente, em 3% e 6%.

Vale destacar que a pesquisa do Banco Central (BC) passou por algumas mudanças. Com a alteração é possível saber, por exemplo, quantas instituições financeiras responderam à pesquisa sobre cada indicador. Em relação ao IPCA deste ano, 114 instituições apresentaram estimativa.

Além disso, o BC também está publicando projeções dos próximos quatro anos. Para as instituições financeiras, a expectativa para a inflação , em 2019, será a mesma projetada na semana passada, de 4,10%. Enquanto que para 2020 e 2021, a estimativa é que o indicador fique em 4%.

PIB e Selic no Boletim Focus
Já em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado financeiro espera que o País cresça 1,55%, mesma porcentagem estimada na última semana após oito semanas seguidas de redução. Segundo o BC, 75 instituições colaboraram para a pesquisa.

Por outro lado, para 2019, a previsão para o crescimento econômico caiu pela quarta vez consecutiva, ao passar de 2,60% para 2,50%.

A fim de alcançar as metas, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic , que atualmente está em 6,50% ao ano. Para 2019, o mercado financeiro espera que o indicador encerre o período em 8% ao ano.

Quando a Selic aumenta, o objetivo do BC é conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Agora, quando a instituição opta por diminuir o índice dos juros básicos, a ideia é fazer com que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

 

Fonte: Brasil Econômico

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