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Plenária virtual reuniu cerca de mil funcionários do Banrisul, que demonstraram descontentamento com o plano apresentado pelo banco
A plenária de esclarecimento a respeito do Plano de Cargos, Funções e Salários (PCFS) do Banrisul, na noite de quarta-feira (05), foi tomada por dúvidas e questionamentos. O novo plano tem sido alvo de críticas por ter sido construído sem a participação das entidades representativas dos trabalhadores e pela falta de clareza e transparência de suas regras em geral. Apreensivos, os cerca de 1000 funcionários do Banrisul presentes ouviram atentos os representantes do Comando Nacional dos Banrisulenses e das entidades sindicais e elencaram muitas dúvidas a respeito da migração.
Definido de forma unilateral, sem debate, por uma consultoria externa contratada, o plano tem suscitado insegurança e medo nos trabalhadores banrisulenses, que relatam uma série de informações truncadas, ameaças e pressões pela migração para o novo plano e quadro. Em enquetes realizadas durante a plenária, 96% dos presentes declararam que não se sentem seguros para optar pela migração e 97% afirmaram que não estão dispostos a migrar para o novo PCFS.
Em suas falas, trabalhadores do banco expuseram as dúvidas que vêm se acumulando quanto à migração para o novo plano. A pressão interna para a adesão e o curto prazo para decidir – até o dia 20 de abril – foram igualmente pontuados pelos banrisulenses, que também questionaram se é viável entrar com uma ação para barrar esse processo.
O assessor jurídico do SindBancários, Antônio Vicente Martins, explicou sua posição quanto à migração. “Pela primeira vez em tantos anos de assessoria para o Sindicato, examinando tantos planos de carreiras e migrações, não hesitou em falar aos banrisulenses que não migrem para o novo plano. Significa uma enorme perda de direitos, tanto para quem for entrar no banco quanto para quem já está no banco, porque suprime e revoga uma série de dispositivos”, disse.
“Arrisco dizer que o banco não ouviu o banco. Contratou consultoria que formulou um plano que não dialoga com o espírito do Banrisul, que não ouviu seus setores internos, como se a empresa que tem mais de 90 anos de vida não tivesse cultura própria nem empregados que ali estão há 40 anos”, avaliou Martins.
Ao responder as dúvidas, o advogado criticou as inúmeras lacunas que o banco apresenta no Plano de Cargos, Funções e Salários, especialmente no que toca a questão do regulamento de pessoal, que em sua análise, possui muitas impropriedades técnicas e imprecisões:
“Esse regulamento que o Banrisul tem, está aderido ao contrato individual de trabalho dos banrisulenses. Logo, o banco não pode revogar, alterar ou suprimir qualquer direito que está no regulamento”, apontou. Outra coisa surpreendente, conforme o assessor jurídico, é que, informações de que o banco estaria revogando o regulamento de pessoal vigente, e não pode fazer isso, porque está junto do contrato de trabalho, o que faz com que essa alteração também seja claramente ilegal.
Novos comissionados não terão ADI
A verba ADI está sendo revogada do plano de cargos e salários. O ADI desaparece, não só dos contratos de trabalho de quem está entrando no banco e vai direto para o novo PCFS, mas também para os empregados que migrarem, que quando forem comissionados, não ganharão ADI. Se isso é legal ou ilegal? A gente sustenta que é ilegal, pois eles têm direito ao ADI, e entendemos que essa supressão não pode atingir esses empregados”, justifica Martins.
Falta de clareza confunde banrisulenses
O simulador apresentado pelo banco também foi criticado pelos trabalhadores. A ferramenta não simula nada, apresenta apenas um ordenado, deixando incerto como ficará a vida profissional da pessoa.
Não é possível compreender o sentido da urgência da migração, o que torna o processo mais cabuloso ainda, na análise dos trabalhadores. Estamos tentando decifrar esse novo plano.
A intenção é entender por que estão inovando em misturar quadro de carreira com plano de carreira? Até hoje, todos os quadros do Banrisul estiveram sob o guarda-chuva de um plano de carreira comum. Por que esse projeto do banco está fazendo essa confusão de vincular um novo plano a um quadro em específico, tornando os colegas dos demais quadros em participantes de um ‘plano em extinção’. Mais incompreensível ainda é o fato de os colegas dos quadros B, extra e TI’s sequer estarem sendo considerados nesse processo. Parece que tudo aponta para a criação de novos passivos, seja por falta de isonomia, seja por desigualdade de oportunidades.
Nos encaminhamentos da plenária, foi informado aos presentes que o Comando Nacional dos Banrisulenses, juntamente às suas assessorias, protocolará pedido formal de suspensão do prazo informado pelo banco, bem como de abertura de negociação sobre o PCFS.
Confira aqui a relação de perguntas e respostas sobre o PCFS
Fonte: SindBancários
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O programa de combate ao assédio moral é uma conquista dos trabalhadores após grande mobilização na Campanha Nacional Unificada 2010. Trata-se de um acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho que tem adesão voluntária tanto dos bancos quanto dos sindicatos.