Prévia da inflação: IPCA-15 fecha o ano em 4,41%, dentro do teto da meta

24/12/2025

A prévia da inflação subiu 0,25% em dezembro. No ano, o índice apontou avanço de 4,41%. O resultado indica que o índice encerrará o ano abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não precisará escrever uma carta para justificar o descumprimento da meta de inflação.

Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA), do IBGE, e foram divulgados nesta terça-feira.

O resultado veio em linha com o esperado. Economistas ouvidos pela Bloomberg projetavam alta em torno de 0,25% no mês, segundo mediana da projeções. No ano, a estimativa era cerca de 4,41%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em dezembro. O grupo Transportes foi o que registrou maior variação: 0,69%.

Passagem aérea e transporte por app em alta

O aumento em dezembro foi puxado, sobretudo, pelos preços de passagens aéreas (alta de 12,71%, frente o mês anterior) e transporte por aplicativo, com avanço de 9% no mês. Os combustíveis subiram em média 0,26%, com altas de 1,70% no etanol e de 0,11% na gasolina. O gás veicular e o óleo diesel, por outro lado, recuaram 0,26% e 0,38%, respectivamente.

Os itens ligados a Vestuário também pressionaram o índice no mês, com alta nas roupas infantil (1,05%), feminina (0,98%) e masculina (0,70%).

Já o grupo Alimentação e bebidas, que segundo economistas exerce um dos maiores pesos sobre o orçamento familiar, variou 0,13% em dezembro. A alimentação no domicílio, que considera os itens comprados nos mercados, registrou queda pelo sétimo mês consecutivo, segundo o IBGE. Já alimentação fora de casa subiu 0,65% em dezembro, com altas do lanche (0,99%) e da refeição (0,62%).

No ano, café sobe 41%

Na análise anual, o grupo que mais puxou o avanço da inflação foi Habitação, com alta de 6,69% em 2025. A energia elétrica residencial, que acumula 11,95%, responde sozinha por 0,47 ponto percentual do índice no ano. O segundo maior impacto veio do grupo Alimentação e bebidas, que subiu 3,57%.

Foi a alimentação fora de casa, no entanto, que mais pesou. O lanche ficou 11,34% mais caro, enquanto a refeição subiu 6,25%. Mas há itens em específico comprados no mercado que pressionaram o orçamento das famílias. O café acumulou no ano uma alta de 41,84%.

No lado das quedas, o arroz registrou recuo de 26%, enquanto leite longa vida e batata-inglesa recuaram 10,42% e 27,7%, respectivamente.

Fonte: O Globo

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