Hacker português vende dados bancários furtados e lucra mais de R$ 4 milhões

12/01/2026

Diogo começou cedo, aos 15 anos, direto de sua casa em Viseu (Foto: Redes Sociais/Reprodução/ND Mais)

Jovem de 25 anos criou a ‘maior plataforma de hackers do mundo’ e ostentava vida de luxo com Tesla e mansão antes de ser detido em Londres vendendo dados bancários (Por Guilherme Xavier)

Um jovem português de 25 anos, transformou a curiosidade adolescente em um império criminoso que movimentou milhões. Ele é acusado de lucrar fortunas ao vender dados bancários e outras informações sigilosas de vítimas ao redor do mundo.

O *pirata da informática* foi detido em Londres e aguarda julgamento por crimes de acesso ilegal a contas. A plataforma criada por ele, o “RaidForums“, chegou a ser considerada a maior vitrine de dados roubados do planeta.

Império criminoso era movido com venda de dados bancários
Diferente de muitos jovens da sua idade, Diogo Coelho Santos não usava o computador apenas para jogos. Aos 15 anos, diretamente de sua casa em Viseu, ele fundou o site que viria a causar prejuízos milionários.

O portal funcionava como um “mercado livre” do crime organizado, onde usuários podiam comprar desde senhas de e-mail até números de cartões de crédito com códigos de acesso.

O lucro das atividades ilícitas, estimado em mais de R$ 4 milhões, não ficou apenas em contas virtuais. Aos 18 anos, Diogo adquiriu uma moradia luxuosa em Vila Nova de Famalicão e um carro da marca Tesla, avaliado em mais de R$ 400 mil.

Esses bens foram peças-chave para a acusação de branqueamento de capitais, já que teriam sido comprados com dinheiro de origem criminosa.

Caça internacional e infiltração policial
O sucesso do hacker não passou despercebido. Desde 2018, autoridades dos Estados Unidos estavam no rastro de Diogo. Para desmascarar o esquema, agentes policiais americanos chegaram se infiltraram no “RaidForums“, fingindo ser compradores de dados bancários para coletar provas contra o administrador.

Após ser detido em Londres, Diogo enfrentou um dilema jurídico: ser julgado nos EUA ou em Portugal. Nos Estados Unidos, a pena acumulada por seus crimes poderia chegar a 57 anos de prisão.

No entanto, o hacker aceitou ser extraditado para Portugal, onde o julgamento ocorrerá no Tribunal de Guimarães. Em solo português, a pena máxima para os crimes de que é acusado deve ser superior a 12 anos.

Atualmente em prisão domiciliar no Reino Unido, o jovem precisa se apresentar diariamente à polícia enquanto aguarda o desfecho do processo que encerra um dos capítulos mais alarmantes do crime virtual europeu.

Fonte: nd+

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