Nubank supera US$ 1 bilhão de lucro pela 1ª vez e bate recorde no 2T26

14/08/2026

O Nubank (ROXO34) registrou lucro líquido recorde de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 49% em relação ao mesmo período do ano passado, desconsiderando os efeitos do câmbio, expansão puxada pelo avanço do crédito e das receitas. Na comparação trimestral, o lucro cresceu 17%. Foi o primeiro ganho trimestral acima de US$ 1 bilhão do Nubank.

O resultado veio 10,6% acima das previsões do mercado. Analistas esperavam que a fintech tivesse registrado ganho de US$ 958 milhões no período, de acordo com a média das estimativas das seis casas consultadas pelo Prévias Broadcast (Itaú BBA, Citi, Goldman Sachs, J.P. Morgan, UBS BB e Bank of America).

Principal indicador de rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) foi de 33%, ante 28% um ano antes e 29% no trimestre imediatamente anterior, permanecendo entre os maiores do setor financeiro.

O fundador e CEO do Nubank, David Vélez, destaca que o banco, criado já 13 anos em São Paulo, já gera mais de US$ 1 bilhão em lucro líquido por trimestre e é a maior instituição digital do México.

O novo CFO do Nubank, Rob Livingston, ressalta à Broadcast que os resultados vieram “robustos”, mostrando a força do modelo de negócios do banco digital, com alta das receitas, do lucro e qualidade dos ativos de crédito sob controle.

Ele chama atenção para a receita média mensal por cliente ativo (ARPAC, na sigla em inglês), que atingiu US$ 17 no segundo trimestre, recorde no banco.

A receita bruta do Nubank ficou em US$ 5,9 bilhões, alta anual de 39%. A receita financeira líquida de juros (NII, na sigla em inglês) atingiu US$ 3,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 9% na comparação trimestral.

Já a margem líquida de juros (NIM) ficou em 22,9%, ante 21,1% no primeiro trimestre de 2026 e 18,8% um ano antes. A elevação é explicada pelo crescimento da carteira de crédito e a mudança do mix em direção ao crédito sem garantia e a expansão deliberada para segmentos de maior risco, comunicada no trimestre anterior.

A NIM ajustada ao risco chegou a 12,4%, de 9,5% no primeiro trimestre, também maior nível já registrado pelo banco.

A carteira de crédito total teve crescimento anual de 37% e de 5% no trimestre, para US$ 39,4 bilhões. O crédito sem garantia somou aproximadamente US$ 10,3 bilhões e o crédito com garantia, US$ 3,1 bilhões. Os cartões de crédito responderam por US$ 26 bilhões.

Na qualidade da carteira de crédito, a inadimplência acima de 90 dias foi de 6,9%, em comparação a 6,5% no primeiro trimestre de 2026 e no segundo trimestre de 2025. A elevação ocorreu principalmente em função da migração sazonal dos atrasos iniciais registrados no primeiro trimestre.

Já a inadimplência mais curta, abaixo de 90 dias, fechou em 4,8%, ante 5% no trimestre anterior e 4,5% há um ano. A maior parte dessa melhora veio da sazonalidade, parcialmente compensada pela expansão deliberada em segmentos de maior risco e maior retorno, segundo o banco.

As provisões para perdas de crédito fecharam em US$ 1,7 bilhão, queda de 9% no trimestre. O recuo se deu em função da melhora sazonal normalmente observada nos atrasos iniciais durante o segundo trimestre.

Base de clientes cresce 13% em um ano
A base de clientes alcançou 139 milhões ao fim de junho, com adição de 4 milhões no trimestre, crescimento de 13% em um ano. No Brasil, o banco digital atingiu 118 milhões de clientes. No México, alcançou 16 milhões e, segundo Vélez, já é o maior banco digital do país. Na Colômbia, são 5 milhões, de acordo com o balanço.

No México, o diretor financeiro ressalta que o banco conseguiu licença bancária e teve seu primeiro trimestre completo de lucratividade. “Com a licença bancária, agora podemos oferecer mais produtos do que podíamos antes.”

Em teleconferência de resultados, Vélez disse que uma oportunidade não explorada no Brasil reside dentro da própria base de clientes. “O Brasil permanece nossa maior oportunidade de crescimento”, disse.

Fonte: Estadão

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