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O semestre foi marcado por iniciativas direcionadas à preservação e ampliação de receitas e negócios no longo prazo
O Banrisul atingiu o lucro líquido de R$547 milhões no primeiro semestre deste ano. Foram R$ 325 milhões no segundo trimestre, com crescimento de 46,8% frente ao trimestre anterior. A margem apresentou crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, sustentada pela elevação das receitas de operações de crédito. Segundo o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, o semestre foi marcado por iniciativas direcionadas à preservação e ampliação de receitas e negócios no longo prazo.
Os dados do balanço do semestre foram apresentados nesta quinta-feira. A carteira de crédito alcançou o saldo de R$64,4 bilhões em junho, considerada estável em relação a dezembro do ano passado. A maior carteira foi o crédito comercial, que totalizou R$ 39,5 bilhões, correspondendo a 61,3% do total de operações de crédito. Na carteira de pessoa jurídica, houve um crescimento de 15,7% com 17,5 bilhões. A carteira de crédito de pessoa física, com R$ 46,9 bilhões, apresentou decréscimo de 4%.
Lemos considera os números como positivos, sobretudo considerando o cenário atual de endividamento da população. “Se olhar a avaliação de todos os bancos, os índices de inadimplência todos subiram. Isso custa mais dinheiro para a gente fazer o chamado provisionamento do custo do crédito. Isso diminui um pouco os resultados das instituições, mas nós estamos muito satisfeitos. Estamos dentro da média dos bancos que fazem”.
Com relação ao crédito imobiliário, a carteira foi reaberta recentemente. “Agora, nós estamos emitindo LCI (Letra de Crédito Imobiliário) para captar os recursos e alocar no crédito rural e já começamos a trabalhar nessa demanda”. No entanto, o presidente destacou que o desafio ainda está na taxa Selic e nos altos juros. “Toda a situação em que a população brasileira está envolvida tem muito a ver com uma Selic muito alta por muito tempo. Ele é um instrumento do Banco Central de controle da inflação, mas infelizmente foi obrigado a fazer isso por muito tempo e isso levou o endividamento alto da população brasileira, e das empresas também, e é preciso equacionar isso”.
Agronegócio
No agronegócio, a partir do segundo trimestre do ano, foram ampliadas as alternativas de financiamento para comercialização da Cédula de Produto Rural (CPR), que passou a integrar o portfólio comercial da Pessoa Física e da Pessoa Jurídica (PJ) como financiamento para o setor. O banco também começou a receber solicitações de produtores interessados na renegociação de dívidas rurais.
“Para o crédito rural, estamos esperando que chegue definitivamente as medidas do Ministério da Fazenda, que prometeu sair a regulamentação sobre a equalização. Nós já estamos trabalhando algumas operações, mas depende muito dessa regulamentação”, destacou Lemos.
100 anos e investimento em novas tecnologias
No encontro, também foram ressaltadas as preparações para os 100 anos do Banrisul, que serão completos em 2028. Entre os principais projetos, estão programadas reformas em prédios, além de investimentos em ferramentas de inteligência artificial. Foi detalhado o plano de investimentos em modernização tecnológica e operacional que envolve infraestrutura, segurança, dados e canais digitais, além do novo modelo de agências. Segundo o presidente, são investidos, em média, entre R$300 e R$400 milhões de reais nos últimos anos para as novas tecnologias.
“Chegaremos em pouco tempo com uma coisa que a gente pode chamar de um banco autônomo, que vai enxergar seu cliente, resolver tudo, saber o que dizer, o que informar e como ele age, sem ele precisar interagir”. O presidente adverte, porém, que a tecnologia é para aproximar o cliente do banco. “A tecnologia, ela tem que ser simplificada para que todos compreendam e possam se utilizar adequadamente da tecnologia e não ser excluído por não conseguir se adaptar”.
O presidente ressaltou que não há previsão de novas agências, mas o foco será voltado para a reformulação dos prédios. “Alguma outra pode ser realocada ou aberta, mas o projeto não é de abertura de agência até porque a gente já tem cobertura suficiente, mas sim de adequá-las elas aos novos momentos de atendimento do banco”.
Fonte: Correio do Povo
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