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As projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 6,95 bilhões
O Bradesco (BBDC4) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) com lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no período. A alta foi de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado, informou o banco nesta quarta-feira (05).
As projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 6,95 bilhões.
Destaques do balanço:
-Lucro recorrente – R$ 7,1 bilhões – projeção R$ 7,0 bilhões (LSEG)
-ROAE – 16,2%
-PDD expandida – R$ 10,0 bilhões
-Carteira de crédito expandida – R$ 1,14 trilhão
-Índice de inadimplência acima de 90 dias – 4,3%
O banco teve retorno sobre patrimônio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) de 16,2%, com alta em relação aos 15,8% observados no 1º trimestre de 2026 e aos 14,6% registrados no 2º tri de 2025.
“Em cenário de guerra e às vésperas de eleições, seguiremos com moderação em nosso apetite ao risco. Nossas despesas operacionais estão controladas e continuamos a ganhar eficiência”, afirmou o presidente-executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, em nota à imprensa após a publicação dos números.
Na avaliação do banco, houve uma deterioração dos riscos no país. “A taxa de juros que se manteve em patamar elevado pela política monetária tem segurado a inflação, mas tem se refletido num conjunto de empresas de diferentes portes. O comprometimento de renda das pessoas físicas que vem crescendo é outro indicador que deve ser acompanhado, além da situação macro no mundo”, afirmou o Bradesco no material de divulgação do balanço.
O banco manteve sua previsão de crescimento da carteira de crédito expandida em 2026 de 8,5% a 10,5%, após terminar junho com uma carteira de crédito de R$1,1 trilhão, aumento de 11,6% ano a ano e de 4,3% em relação ao final de março.
Entre os segmentos, no comparativo anual, o segundo trimestre registrou expansão de 8,4% no portfólio de pessoas físicas, de 12,7% nas grandes companhias e de 16,1% nas micro, pequenas e médias empresas. Na base trimestral, houve alta de 1,2% em pessoa física, elevação de 7,8% nas grandes empresas e de 5,1% nas MPMEs.
O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, subiu 22,6% ano a ano e 3,3% no trimestre, para R$10 bilhões. Em relação à carteira expandida, esse indicador ficou em 3,5%, segundo o Bradesco, refletindo a expansão da carteira e o maior custo de crédito no segmento massificado, compensado por menores despesas do segmento de atacado.
“Cabe observar que o aumento nas despesas do massificado segue atrelado a operações vinculadas a programas emergenciais, em virtude da dinâmica de provisionamento versus prazo de honra dessas linhas e carteira de crédito rural.”
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