Caminhoneiros autônomos ameaçam greve no Brasil

19/03/2026

Reajustes recentes elevam custos e reacendem risco de paralisação no país

O aumento de 18,86% no preço do diesel desde o fim de fevereiro voltou a acender o alerta entre caminhoneiros em todo o Brasil. A alta, influenciada pelos reflexos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no mercado internacional do petróleo, já impulsiona movimentos que ameaçam uma nova paralisação nacional, ainda sem data definida.

A mobilização está sendo conduzida principalmente por caminhoneiros autônomos, com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que cobra medidas do governo federal diante do que classifica como aumentos abusivos. As articulações são lideradas pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e pelo Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam).

Segundo Wallace Landim, o “Chorão”, presidente da Abrava, uma assembleia com representantes de diversos estados já aprovou a possibilidade de greve como forma de pressão.

A Petrobras reajustou o preço do combustível nas refinarias em 11,6%, o que aumentou ainda mais a insatisfação da categoria.

Movimento

No setor empresarial, no entanto, o cenário é diferente. A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), que representa transportadoras vinculadas aos sindicatos, não integra o movimento. Até o momento, não há qualquer indicativo oficial de paralisação por parte das empresas.

Fetrancesc defende reajuste imediato dos fretes

Diante da recente escalada no preço do diesel, a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) divulgou nota demonstrando preocupação com os efeitos diretos sobre o setor.

Segundo a entidade, o transporte rodoviário é responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, o que torna o aumento do combustível um fator crítico para toda a economia. O diesel, principal insumo da atividade, pode representar até metade dos custos operacionais das empresas.

A Fetrancesc destaca que o segmento já enfrenta dificuldades estruturais, como aumento generalizado de despesas, falta de profissionais, problemas na infraestrutura rodoviária e margens reduzidas. Nesse contexto, novos reajustes agravam ainda mais a situação financeira das transportadoras.

Com aumentos que chegam a 20% em algumas regiões, a entidade recomenda que as empresas realizem a recomposição imediata dos valores de frete, como forma de equilibrar os custos e evitar prejuízos.

A federação também alerta que a ausência desse repasse pode comprometer a sustentabilidade das operações e até colocar em risco o abastecimento e o funcionamento das cadeias produtivas no país.

Fonte: Diário do Sul

Voltar
Seja um de nossos afiliado

Seja um de nossos afiliado

Faça parte do nosso sindicato!

Quero me Filiar

Cadastre seu e-mail

E comece a receber as notícias semanalmente direto no seu e-mail!

    Acordo Coletivos

    Acordo Coletivos

    No intuito de facilitar o acesso aos Acordos Coletivos/Convenções Coletivas o Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região os disponibilizam por meio digital.

    Veja
    Jornal Sindicato

    Jornal Sindicato

    O Jornal do Sindicato dos Bancários foi elaborado para trazer informações do cotidiano, dos eventos e as notícias referente a classe bancária.

    Veja

    Contato

    Para obter mais informações ou enviar sugestões, entre em contato conosco, teremos satisfação em atende-lo.

    Veja