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O Banco Itaú anunciou o encerramento das atividades nas cidades de Porto União e Mafra, em Santa Catarina, com o fechamento definitivo de suas agências previsto para este mês de agosto. A medida, que faz parte de um processo nacional de reestruturação, tem gerado forte preocupação entre trabalhadores e moradores locais, especialmente os que dependem do atendimento presencial.
Segundo informações confirmadas por funcionários e comunicados afixados nas unidades, o fechamento afetará diretamente dezenas de bancários, que perderão seus empregos, além de deixar milhares de clientes sem acesso a serviços essenciais. Comerciantes, aposentados e moradores de áreas rurais são os mais prejudicados, enfrentando dificuldades com o uso de canais digitais e a necessidade de deslocamento para outras cidades.
Fechamento em escala nacional
O caso de Porto União e Mafra não é isolado. Em 2024, o Itaú encerrou as atividades de 227 agências, número superior à média anual de 200 fechamentos observada nos anos anteriores. No total, os cinco maiores bancos do país — Itaú, Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e Santander — fecharam 1.774 pontos de atendimento em 2024. Desde 2014, mais de 6.500 agências bancárias foram encerradas em todo o Brasil, refletindo
uma tendência acelerada de digitalização e redução de custos operacionais.
Federação dos Bancários cobra explicações
Na data de ontem, Armando Machado Filho, presidente da Federação dos Bancários de Santa Catarina (FEEB-SC), entrou em contato com representantes do Banco Itaú para cobrar explicações sobre os fechamentos e exigir medidas que minimizem os impactos sociais e trabalhistas. Em sua manifestação, Armando solicitou alternativas para realocação dos funcionários afetados e reforçou a necessidade de manter o atendimento bancário acessível à população.
“Não podemos aceitar que decisões estratégicas sejam tomadas sem considerar os efeitos devastadores para os trabalhadores e para as comunidades que dependem desses serviços. O Itaú precisa apresentar soluções concretas”, afirmou o presidente da FEEB-SC.
“Esse é um movimento que está acontecendo em todos os bancos. As novas tecnologias e a busca por maiores lucros estão entre as principais causas do desemprego e da desassistência à população. Precisamos discutir alternativas que preservem empregos e garantam o acesso da população aos serviços bancários”, completou Armando.
Digitalização versus exclusão bancária
Embora o Itaú e outros bancos justifiquem os fechamentos com base na baixa rentabilidade das agências e na preferência dos clientes por canais digitais, especialistas alertam para o risco de exclusão bancária. Populações menos familiarizadas com tecnologia, especialmente idosos e moradores de regiões periféricas, enfrentam barreiras significativas para acessar serviços financeiros online.
A Federação dos Bancários de Santa Catarina segue acompanhando o caso e promete intensificar a mobilização em defesa dos empregos e da manutenção do atendimento presencial nas comunidades afetadas.

Fonte: FEEB SC
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