Juros e perda do impulso fiscal dão início a novas revisões do PIB de 2027

03/07/2026

Efeitos da política monetária restritiva devem se tornar mais intensos ao longo do próximo ano

Depois de meses em que as revisões do mercado se concentraram nas projeções para inflação e juros, começou uma nova onda de mudanças nas estimativas para o crescimento da economia brasileira em 2027.

Nas últimas semanas, Banco Pine e Bradesco reduziram suas previsões para o PIB (Produto Interno Bruto) do próximo ano. Embora o movimento ainda não seja generalizado, ele reforça uma percepção que já aparece nas projeções da maior parte dos economistas: o crescimento de 2027 deverá ser significativamente mais fraco do que o observado em 2026.

A mudança de cenário tem duas explicações principais. A primeira é que os efeitos da política monetária restritiva devem se tornar mais intensos ao longo do próximo ano. A segunda é a expectativa de perda do impulso fiscal, um dos fatores que vêm sustentando a atividade econômica em 2026.

O Banco Pine fez a revisão mais expressiva. A instituição reduziu sua projeção para o crescimento do PIB de 2027 de 1,4% para 0,8%. Segundo Cristiano Oliveira, economista-chefe do Pine, a economia continuará resiliente neste ano, mas perderá tração em 2027 diante dos efeitos acumulados dos juros elevados, da menor sustentação dos estímulos à demanda e de um impulso fiscal que deve se tornar negativo.

O Bradesco também revisou seu cenário. O banco reduziu sua estimativa para o crescimento do próximo ano de 2% para 1,5%. Para o economista-chefe, Fernando Honorato, a economia ainda será beneficiada em 2026 pelo mercado de trabalho aquecido, pelo aumento da renda e pelos estímulos fiscal e creditício. No ano seguinte, porém, esses motores devem perder força.

Entre as instituições que mantiveram suas projeções, a expectativa é de uma desaceleração.

O Itaú continua projetando crescimento de 1,7% em 2027, mas afirma que a economia deve enfrentar uma perda de intensidade do impulso fiscal, embora ele permaneça positivo. Segundo o banco, a política monetária continuará em terreno contracionista, limitando a aceleração da atividade.

A instituição calcula que o impulso fiscal em 2026 será equivalente a aproximadamente 1% do PIB, resultado do aumento das despesas com transferências de renda e de medidas já anunciadas pelo governo, como as mudanças no Imposto de Renda, o programa Gás para Todos e outras iniciativas de estímulo. Para 2027, esse efeito tende a diminuir.

A XP Investimentos também trabalha com um crescimento menor no próximo ano. A casa projeta expansão de 2% para o PIB em 2026 e de 1,2% em 2027. O Inter, por sua vez, estima crescimento de 1,8% em ambos os anos.

Fonte: CNN Brasil

Voltar
Seja um de nossos afiliado

Seja um de nossos afiliado

Faça parte do nosso sindicato!

Quero me Filiar

Cadastre seu e-mail

E comece a receber as notícias semanalmente direto no seu e-mail!

    Convênios

    Convênios

    O Sindicato dos bancários oferece uma série de serviços para os associados. Os interessados devem procurar a secretaria e realizar seu cadastro para dispor dos convênios firmados com diversos estabelecimentos e obter descontos.

    Veja

    Política de Privacidade

    Quem somos Olá somos o Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região, o endereço do nosso site é: https://www.bancariostb.com.br. A privacidade dos usuários em nosso site  é uma prioridade e responsabilidade do Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região e nessa Política de Privacidade esclareceremos como serão tratadas suas informações. Ao acessar o site do […]

    Veja
    Notícias

    Notícias

    Em notícias você terá um canal sempre atualizado com informações de seu interesse.

    Veja