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Movimento sindical critica instabilidade na área de Pessoas, exige respeito ao que foi tratado na mesa de negociações permanente e cobra que direção não esvazie o diálogo nem altere compromissos assumidos.
A poucos meses do início das negociações específicas da campanha nacional das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, mudanças de responsáveis promovidas pela direção do banco em áreas estratégicas, inclusive na área de Pessoas (responsável pelas tratativas com as entidades sindicais) acenderam um alerta entre os representantes dos trabalhadores. Para o movimento sindical, as substituições realizadas às vésperas do início da Campanha Nacional geram insegurança e colocam em risco a continuidade de debates importantes que já vinham sendo construídos ao longo da mesa permanente de negociação.
A situação é semelhante ao do ano passado, quando a Caixa promoveu mudanças na equipe responsável pelas negociações durante as discussões sobre o ACT do Saúde Caixa. Na avaliação das entidades, a troca naquele momento dificultou o avanço das tratativas e atrasou encaminhamentos considerados fundamentais para os empregados.
Saúde Caixa e pautas centrais
Diversos temas já vinham sendo debatidos entre a representação dos trabalhadores e a Caixa e serão centrais na campanha deste ano. Entre eles está o Saúde Caixa, especialmente a reivindicação pelo fim do teto de custeio imposto pela empresa, apontado como um dos principais fatores que comprometem a sustentabilidade do plano e ampliam os custos para os empregados.
Super Caixa e outros pontos de remuneração variável
Além do Saúde Caixa, a pauta em destaque deste ano deve envolver negociações sobre remuneração variável, incluindo o Super Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR); reivindicações específicas de caixas executivos e tesoureiros; além da cobrança pelo fim do fechamento de agências e unidades da Caixa em todo o país.
Para o movimento sindical, a redução da rede de atendimento prejudica não apenas os empregados, com perda de funções, rebaixamento de porte de agências e impactos na carreira, mas também a população brasileira, especialmente em regiões mais afastadas, onde a Caixa cumpre papel social essencial.
Empoderamento feminino
Outro ponto que voltou ao centro das críticas do movimento sindical com a mudança de nomes em cargos de comando na Caixa, é o descumprimento, pelo banco, do compromisso de ampliar a participação feminina nos espaços de direção. Em junho 2025, o Senado aprovou o projeto de lei 1246/2021, que define uma reserva mínima de 30% de mulheres nos conselhos de administração das empresas estatais federais.
Antes disso, em maio de 2025, a Caixa anunciou mudanças em seu Estatuto Social para atender parcialmente uma reivindicação do movimento sindical, que pede o respeito à proporcionalidade de gênero do banco nos cargos de gestão. Na ocasião, o banco incluiu em seu estatuto o percentual mínimo de 30% de mulheres em cargos de direção, englobando as diretorias e vice-presidências.
Abalos
A preocupação não se restringe às mudanças de nomes ou funções, mas ao impacto político dessas decisões sobre o ambiente de negociação.
Fonte: Fenae
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O programa de combate ao assédio moral é uma conquista dos trabalhadores após grande mobilização na Campanha Nacional Unificada 2010. Trata-se de um acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho que tem adesão voluntária tanto dos bancos quanto dos sindicatos.