Operação da PF desarticula grupo que roubava dinheiro de contas da Caixa em SC e PR

17/04/2026

(por Pedro lobo)

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) uma operação para desarticular um grupo suspeito de invadir contas, alterar dados e roubar dinheiro de clientes da Caixa, principalmente em Santa Catarina e no sul do país. A investida, batizada de Operação Comando SC, apurou que o esquema se utilizava de dados falsos para obter acesso digital às contas das vítimas e, em seguida, fazia movimentações indevidas, chamando a atenção das autoridades.

As diligências desta manhã envolveram o cumprimento de mandados em dois endereços localizados em Palhoça, na Região Metropolitana de Florianópolis. Segundo a corporação, a rápida atuação da polícia mirou impedir novos crimes do grupo, que já vinha sendo monitorado há semanas por equipes especializadas. Até o momento, segundo fontes do DE, a Caixa Econômica Federal ainda não se manifestou oficialmente sobre os casos apurados.

De acordo com a investigação, os suspeitos empregavam documentos adulterados para invadir perfis bancários. Uma vez dentro das contas da Caixa, trocavam imediatamente as informações cadastrais e biométricas das vítimas, garantindo acesso completo ao saldo bancário. Esse tipo de fraude preocupa órgãos federais, já que prejudica não apenas clientes, mas também a própria integridade do sistema financeiro nacional.

Como funcionava o esquema dos suspeitos
O grupo criminoso, de acordo com a Polícia Federal, se especializou em ataques a contas digitais, aproveitando falhas em validações cadastrais e explorando tecnologias de reconhecimento facial e biométrico. Segundo os investigadores, as fraudes eram articuladas a partir da região de Santa Catarina, com ramificações também encontradas no estado do Paraná, reforçando a abrangência do esquema entre os criminosos.

O procedimento investigativo revelou que os suspeitos conseguiam acesso a documentos de terceiros, por vezes adquiridos por meio de golpes de phishing ou em redes clandestinas, e através deles cadastravam biometria própria, como impressões digitais e reconhecimento facial, substituindo os dados das vítimas originais. Assim, realizavam transferências, pagamentos e retiradas, causando grandes prejuízos financeiros aos verdadeiros titulares das contas.

Conforme explicou um delegado da Polícia Federal ao DE, “essa operação é resultado de um trabalho conjunto entre setores de inteligência, áreas técnicas e monitoramento de fraudes bancárias. O objetivo foi frear danos maiores, já que havia indícios de que o grupo vinha preparando novos ataques na região de Florianópolis e cidades vizinhas”. Estima-se que dezenas de clientes tenham sido lesados nos últimos meses.

Repercussão regional e impacto para os clientes
As ações desta quinta não demoraram a repercutir entre moradores da Grande Florianópolis. Em conversas com a reportagem de DE, clientes relataram preocupação com a segurança digital dos sistemas bancários e alertaram para a necessidade de constantes atualizações e verificações em seus aplicativos. O temor aumenta em estados como Catarinense, onde cresce o número de operações bancárias feitas pela internet.

O presidente de uma associação de proteção ao consumidor estadual enfatizou a importância das pessoas monitorarem transações, trocarem senhas regularmente e manterem os aplicativos bancários atualizados. “Golpes como esse alertam para a vulnerabilidade digital a que todos estamos sujeitos, principalmente diante de quadrilhas estruturadas que atuam em rede e têm conhecimento tecnológico”, comentou em entrevista exclusiva ao DE.

Nos próximos dias, a expectativa é que mais informações sejam divulgadas, incluindo o balanço com os valores subtraídos e estimativa de contas afetadas. A Polícia Federal reforçou, ainda, que outros mandados poderão ser expedidos, caso surjam novos suspeitos ou ramificações da quadrilha na região de Catarinense e também em outros estados.

Prevenção, legislação e resposta das autoridades
Do ponto de vista legal, os envolvidos poderão responder por estelionato cometido contra entidade de direito público federal, cujas penas podem chegar a seis anos de reclusão. De acordo com o Código Penal, o fato de a vítima ser uma instituição como a Caixa Econômica Federal agrava a sanção para esse tipo de crime, servindo de alerta para possíveis imitadores e grupos criminosos de atuação semelhante.

Segundo especialistas em segurança da informação, episódios como este servem para expor a necessidade de bancos e entidades reguladoras investirem mais em barreiras antifraudes digitais, além de campanhas de orientação contínuas. O Centro de Estudos em Cibersegurança da cidade de Florianópolis já havia emitido relatórios alertando sobre o crescimento de ataques direcionados a instituições públicas e financeiras na região de Santa Catarina nos últimos dois anos.

O que esperar para os próximos dias? A Polícia Federal afirmou, em nota, que outras operações do gênero estão em andamento e que parcerias com órgãos de fiscalização financeira integram a estratégia para sufocar quadrilhas digitais no estado. A Caixa Econômica Federal segue monitorando e dando suporte às vítimas que notificaram movimentações suspeitas.

O crime digital, especialmente o que envolve invasão de contas bancárias, tornou-se uma das tipologias de golpe mais recorrentes em território nacional. Só em 2023, aumentaram em 18% as denúncias semelhantes em Santa Catarina, segundo dados do IBGE. Para os próximos meses, especialistas recomendam atenção redobrada e uso de múltiplos fatores de autenticação.

Moradores da Grande Florianópolis relataram ao DE práticas de autocuidado, como consultar extratos regularmente e ativar alertas de transação. “Passei a checar o saldo diariamente depois do aumento desses crimes”, frisou uma moradora de Palhoça, uma das cidades afetadas. A preocupação reflete os desafios enfrentados tanto por instituições quanto por usuários na nova era digital.

Em nota oficial divulgada nesta manhã, a Polícia Federal reforçou o papel fundamental da colaboração entre órgãos públicos, instituições financeiras e sociedade para combater fraudes como a apurada na Operação Comando SC. Para os próximos meses, novas estratégias de inteligência e cruzamento de dados devem ampliar o monitoramento de golpes bancários, especialmente em regiões consideradas vulneráveis como parte do estado catarinense.

Para quem se considera vítima ou suspeita de movimentação bancária irregular, a orientação das autoridades é procurar imediatamente o banco e registrar queixa em delegacias ou canais digitais da Polícia Federal. Casos identificados e reportados rapidamente aumentam as chances de recuperação de valores e de identificação dos golpistas envolvidos. As investigações seguem sob sigilo para garantir o sucesso da operação e evitar que informações cruciais prejudiquem a coleta de provas em andamento.

Em meio ao crescimento da digitalização de serviços financeiros, tanto os bancos quanto os usuários em Santa Catarina e em todo o país buscam novas ferramentas de proteção e educação digital. Especialistas apontam que, além de barreiras tecnológicas, é preciso conscientização contínua da população para evitar golpes cada vez mais sofisticados e personalizados. O cenário exige medidas conjuntas de prevenção e punição rigorosa para inibir novos ataques.

Com a conclusão da Operação Comando SC, espera-se que avanços na segurança digital e no combate ao crime organizado sejam fortalecidos nos próximos meses em Florianópolis e demais regiões do estado catarinense. O caso chama atenção para um fenômeno nacional: a evolução das fraudes digitais e a necessidade de reação proporcional do poder público e da iniciativa privada na proteção aos consumidores e à economia nacional.

Fonte: Diário do Estado

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