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Resultado primário foi puxado pelo Governo Central; em 12 meses, deficit nominal soma R$ 1,22 trilhão, equivalente a 9,41% do PIB
O setor público consolidado registrou superavit primário de R$ 24,6 bilhões em abril de 2026, informou o Banco Central nesta 6ª feira (29.mai.2026). O resultado representa avanço em relação ao saldo positivo de R$ 14,1 bilhões registrado no mesmo mês de 2025.
O desempenho foi puxado pelo Governo Central, que teve superavit de R$ 26,1 bilhões. Os governos regionais registraram saldo positivo de R$ 329 milhões, enquanto as estatais tiveram deficit de R$ 1,8 bilhão.
Apesar da melhora no resultado mensal, as contas públicas seguem pressionadas no acumulado de 12 meses. O setor público consolidado acumula deficit primário de R$ 126,6 bilhões, equivalente a 0,97% do PIB (Produto Interno Bruto). O resultado representa melhora de 0,09 ponto percentual em relação ao acumulado até março.
O peso dos juros continua como principal fator de deterioração fiscal. As despesas com juros nominais somaram R$ 84,8 bilhões em abril, acima dos R$ 69,7 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.
Segundo o Banco Central, a elevação reflete o aumento da dívida líquida e da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no período. Em 12 meses até abril, os juros nominais alcançaram R$ 1,095 trilhão, equivalente a 8,43% do PIB.
Com isso, o deficit nominal —que inclui o resultado primário e os gastos com juros— ficou em R$ 60,1 bilhões no mês. No acumulado de 12 meses, o rombo nominal soma R$ 1,22 trilhão, ou 9,41% do PIB.
A DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) também avançou em abril e chegou a 67,4% do PIB, equivalente a R$ 8,8 trilhões. Houve alta de 0,6 p.p. no mês.
De acordo com o BC, a elevação foi influenciada principalmente pela incorporação de juros nominais e pela valorização cambial de 4,4% no período.
Já a DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral), indicador acompanhado por investidores e agências de risco, atingiu 80,4% do PIB, ou R$ 10,4 trilhões. O avanço foi de 0,3 p.p. em relação a março.
No acumulado do ano, a dívida bruta subiu 1,7 p.p. do PIB, pressionada sobretudo pelos juros elevados e pelas emissões líquidas de títulos públicos.
Fonte: Poder360
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