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Com consumo ainda resiliente e comparações fáceis em alguns setores, resultados devem vir positivos. Mas investidores devem ficar atentos aos primeiros sinais de desaceleração econômica e impactos das tensões com os EUA
A temporada de balanços do segundo trimestre de 2025 começa oficialmente nesta terça-feira, 23, com a divulgação dos resultados de WEG e Telefônica Brasil. A expectativa é de mais um trimestre sólido para boa parte das empresas brasileiras, mas com uma dose crescente de cautela, diante do ambiente político mais turbulento e da perspectiva de desaceleração à frente em meio à Selic de 15%.
Nas contas do Bradesco BBI, os lucros das empresas que compõem o índice MSCI Brazil devem crescer 36% na comparação anual,puxados por energia e pelo setor industrial.
A taxa expressiva é mais efeito de base de comparação do que necessariamente sinal de pujança da economia: os resultados do segundo trimestre de 2024 foram fracos para o segmentos e em especial para a Petrobras, que registrou prejuízo de R$ 2,6 bilhões por conta de uma série de itens não recorrentes.
No recorte das empresas voltadas para o mercado doméstico, o crescimento esperado é de 14%, uma leve desaceleração em relação ao avanço de 16% registrado no primeiro trimestre.
O Santander, por sua vez, projeta alta de 11% na receita líquida, 14% no EBITDA e 5% no lucro líquido para os setores domésticos, considerando as empresas sob sua cobertura.
Considerando também as empresas de commodities e as voltadas para o mercado externo, o avanço no lucro é de 58% em relação ao segundo trimestre de 2025, ainda que o EBITDA deva recuar 1%.
Destaques positivos e negativos
Entre os destaques esperados para o trimestre, Bradesco BBI e Santander convergem em alguns nomes. BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) deve se beneficiar da melhora no sentimento de mercado ao longo do segundo trimestre.
Lojas Renner e C&A devem mostrar bom desempenho em meio ao inverno mais rigoroso este ano, que costuma impulsionar as vendas, além de comparações fáceis com o período equivalente de 2024. A Totvs é outra que tende a mostrar continuidade do bom momento em software de gestão.
No lado negativo, de acordo com o Santander, Banco do Brasil deve reportar nova queda significativa no lucro, pressionado pelo aumento da inadimplência no agro. Também preocupam os números de RD Saúde, afetada por margens comprimidas, e da Usiminas, impactada pela pressão de preços e custos no setor de aço.
Setores em foco
Entre setores, no varejo, a expectativa é que, apesar do ambiente macro mais desafiador, a maior parte das empresas deve apresentar crescimento de receita e margens. Enquanto as varejistas alimentares devem ter um desempenho mais estável, o BBI acredita que Vivara, Pague Menos e Guararapes (dona da Riachuelo) também devem surpreender positivamente.
No setor financeiro, o banco também vê uma pressão sobre o BB, com a deterioração na qualidade dos ativos. Mas afirma que Itaú e Nubank devem ter expansão importante nos lucros.
Em commodities, o setor mostra mais dispersão. Enquanto o petróleo recuou 12% base anual e pesa sobre os resultados da Petrobras, empresas como Brava e Suzano podem surpreender positivamente, segundo os analistas.
Em tecnologia e telecom, Totvs e Telefônica Brasil devem entregar bons resultados, enquanto TIM pode mostrar uma leve desaceleração no crescimento de receita.
Efeito Trump
O pano de fundo da temporada traz mais incerteza do que no trimestre anterior. A proposta do presidente Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros adicionou um fator de risco relevante.
“A temporada deve ajudar a voltar a atenção para os fundamentos, em meio ao noticiário intenso envolvendo tarifas e disputas institucionais”, escreveram Aline Cardoso e Guilherme Motta, em relatório.
Mas, ainda que os resultados de abril ao fim de junho ainda não devam trazer um impacto tão grande da desaceleração da atividade, os investidores devem monitorar de perto as teleconferências em busca de sinais do que esperar à frente.
“Vamos também monitorar os potenciais impactos negativos das companhias sob nossa cobertura causados pelas tarifas propostas pelos EUA aos nossos produtos, embora esperemos que os efeitos sejam limitados e concentrados em poucos nomes”, afirmam os estrategistas do banco.
Apesar disso, o Santander alerta que o ruído geopolítico pode continuar pesando sobre a precificação dos ativos locais, ao lado do embate institucional entre Executivo e Congresso.
Mesmo em meio a esse cenário, a Bolsa brasileira ainda é apontada como a favorita na América Latina pelo Bradesco BBI. A combinação de múltiplos atrativos (P/L de 8,3x), fluxo estrangeiro positivo e expectativa de queda nos juros no segundo semestre sustenta a visão construtiva, desde que os sinais de desaceleração que começam a surgir não se intensifiquem mais rápido do que o esperado.
Fonte: Exame
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