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O Banco Mercantil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 273 milhões, alta de 1% no trimestre e de 14% em relação a um ano antes. Este já é o 14º trimestre consecutivo de lucro recorde. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) em 12 meses atingiu 42,7%, de 43,5% em dezembro e 46,4% em março de 2025.
Para o CEO do Banco Mercantil, Gustavo Araújo, os recordes recorrentes mostram solidez nos resultados do banco. “Mostra disciplinas de execução, solidez. Não estamos falando de um trimestre ou dois, são 14. Selic mais alta, Selic mais baixa, questões do INSS, crises importantes, mudanças operacionais. Então, isso prova a tese do Mercantil de ser o melhor ecossistema do [público] 50+.”
A carteira de crédito do Mercantil total atingiu R$ 25,2 bilhões, alta de 6% no trimestre e de 33% em 12 meses. Deste total, R$ 18,2 bilhões foram em crédito consignado, aumento de 8% no trimestre e de 51% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A originação de crédito somou R$ 4,7 bilhões, queda de 11% no trimestre e de 9% em um ano.
Sobre o fim da margem exclusiva de 10% para cartão consignado, anunciada nesta semana pelo governo federal com o Novo Desenrola Brasil, Araújo não espera impacto na carteira do Mercantil. “Como o Mercantil não é tão forte nos cartões e essa margem de cartão vai poder ser usada com o empréstimo [consignado] mais barato, aqui a gente brinca que a gente está ‘net positivo’. Uma mudança que talvez seja para o sistema Mercantil até positiva”, avaliou.
Já sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) nesta semana de suspender novas concessões de crédito consignado do INSS até que o órgão comprove a eficácia de travas de segurança, o CEO do Mercantil classificou como “dura”. “Ficar com o produto de consignado praticamente fora do ar, uma das linhas mais baratas do Brasil, 41 milhões de aposentados, tão procurada, num ano com endividamento famílias na máxima histórica, com inadimplência de famílias também na máxima histórica”, criticou.
Apesar de reconhecer o possível impacto à frente, Araújo defendeu que o Mercantil vai além da sua carteira de consignado. “A tese do Mercantil é muito além de consignados. A gente faz captações, a gente faz o ecossistema, a gente tem vários outros produtos no portfólio e até diversificação com o [consignado] privado, por exemplo. Mas é claro que tirar totalmente o produto tem um impacto de mercado importante.”
O Mercantil agora está crescendo no consignado privado. Depois de quatro meses pilotando o produto, após o lançamento da nova linha pelo governo federal, o banco cresceu quase um bilhão dessa carteira por trimestre, chegando a R$ 2,8 bilhões em março. “A gente esperou receber as primeiras parcelas para testar os fluxos, ajustar as políticas de crédito, e a gente teve mais condição de crescer entendendo o risco que a gente corria. Agora, a gente vem crescendo, ainda que o produto padeça de muitos ajustes operacionais que devem acontecer ao longo do ano.”
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,3%, de 3,1% no trimestre anterior e 2,2% um ano antes. Já o Índice de Basileia encerrou o trimestre em 16,0%, ante 13,5% e 16,4%, respectivamente.
As receitas de prestação de serviços somaram R$ 372 milhões, alta de 20% no trimestre e de 83% em relação a um ano antes. O crescimento foi puxado pelas linhas de seguros e assistências, que responderam por 89,5% do total, com avanço de 18,1 pontos percentuais (p.p) em um ano.
O destaque nessa frente tem sido a plataforma de benefícios Meu+, que reúne descontos em saúde, odontologia, farmácia, academia etc, além de auxílio em tecnologia. “[Crescimento] muito puxado por esse ecossistema do Meu+, que a nossa organização está começando. A gente acha que é um diferencial importante. Ele ajuda também a controlar as margens do consignado que estão em mínimas históricas.”
As despesas administrativas do Mercantil somaram R$ 397 milhões no primeiro trimestre, queda de 6% no trimestre e alta de 32% em 12 meses. Já as despesas com pessoal caíram 10% no trimestre e cresceram 27% no ano, para R$ 231 milhões.
A distribuição digital também se expandiu no período. No primeiro trimestre deste ano, 81% das concessões de crédito foram feitas por canais digitais (aplicativo e WhatsApp). “A gente tem 81% das nossas vendas feitas através dos canais digitais, o que permite que a gente tenha um custo de distribuição menor, atrelado a um custo de ‘funding’ menor e uma gestão de risco melhor. A gente consegue ter uma competição muito mais forte na distribuição do produto e, além disso, todo o ‘cross-sell’.”
A base de clientes se manteve estável em 10 milhões na comparação trimestral, com aumento de 11% em 12 meses.
Fonte: Valor Econômico
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O programa de combate ao assédio moral é uma conquista dos trabalhadores após grande mobilização na Campanha Nacional Unificada 2010. Trata-se de um acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho que tem adesão voluntária tanto dos bancos quanto dos sindicatos.
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