Lucro consolidado dos bancões privados cai pela primeira vez em mais de 2 anos no 1T

18/05/2026

Essa é a primeira retração trimestral desde o quarto trimestre de 2023 e o maior recuo desde aquele período, quando o lucro consolidado havia caído 9,78% (por Felipe Moreira)

Após oito trimestres consecutivos de alta, os grandes bancos privados registraram queda no lucro líquido atribuído aos acionistas controladores no primeiro trimestre de 2026 (1T26), segundo levantamento da Elos Ayta.

O lucro combinado de Bradesco (BBDC4), BTG Pactual (BPAC11), Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11) somou R$ 25,3 bilhões no 1º trimestre de 2026, o que representa queda de 5,8% ante o trimestre anterior. O levantamento considera os resultados apurados pelas regras contábeis brasileiras (BR GAAP/COSIF), sem ajustes gerenciais ou exclusão de efeitos extraordinários.

Essa é a primeira retração trimestral desde o quarto trimestre de 2023 e o maior recuo desde aquele período, quando o lucro consolidado havia caído 9,78%.

Apesar da desaceleração, na avaliação da consultoria, os números evidenciam que a rentabilidade do sistema bancário brasileiro permanece em patamar historicamente elevado, impulsionada sobretudo pela consistência do Itaú Unibanco e pelo crescimento do BTG.

No entanto, o cenário evidencia uma crescente concentração dos resultados em instituições com maior eficiência operacional e modelos de negócios mais diversificados.

Itaú mantém liderança e BTG segue em expansão
O Itaú Unibanco encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 11,938 bilhões, repetindo exatamente o resultado do trimestre anterior. O valor representa o maior lucro trimestral já registrado por uma instituição financeira listada na B3.

Já o BTG Pactual foi o único entre os grandes bancos privados a apresentar crescimento na comparação trimestral. O lucro avançou 4,08%, passando de R$ 4,391 bilhões para R$ 4,570 bilhões.

Juntos, Itaú e BTG responderam por 65,3% do lucro consolidado dos quatro maiores bancos privados no período.

Por outro lado, o Bradesco apresentou a maior retração do trimestre, com lucro líquido caindo de R$ 6,476 bilhões no quarto trimestre de 2025 para R$ 5,030 bilhões no primeiro trimestre de 2026, redução de 22,3%.

O Santander Brasil também registrou queda, com lucro de R$ 3,725 bilhões, recuo de 7,4% em relação aos R$ 4,023 bilhões do trimestre anterior.

Banco do Brasil amplia a retração do setor
Ao incluir o Banco do Brasil na amostra, o lucro consolidado dos cinco maiores bancos listados na B3 totalizou R$ 28,353 bilhões no primeiro trimestre, representando uma queda de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2025, quando o lucro conjunto havia atingido R$ 31,800 bilhões.

O Banco do Brasil lucrou R$ 3,090 bilhões no período, recuo de 37,9% ante os R$ 4,972 bilhões registrados no trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a queda chega a 54,4%.

Fonte: InfoMoney

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