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Pesquisa mostrou que IA ajuda na detecção de vulnerabilidades, mas que as defesas tradicionais ainda não acompanham esse ritmo (por Vitória Gomez)
A América Latina foi a região com a maior proporção de prompts de IA com alto risco de exposição de dados, mostrou um levantamento da Check Point Research, obtido com exclusividade pela CNN Brasil.
O estudo apontou que um em cada 29 prompts enviados a ferramentas de inteligência artificial generativa na região apresentava alto risco de vazamento de dados sensíveis, ou 3,5%. As informações são referentes ao período de julho a agosto deste ano.
Em comparação, a América do Norte registrou um em cada 32 prompts (3,1%); a Europa, um em cada 40 (2,5%); e a Ásia-Pacífico, um em cada 41 (2,4%).
Vazamento de dados sensíveis na IA
O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) alertou para uma possível “onda de correções”, provocada pelo aumento de vulnerabilidades identificadas com auxílio da IA.
A atualização de segurança da Microsoft de julho de 2026 incluiu um recorde de 570 correções, enquanto a atualização trimestral da Oracle reuniu mais de 1.400.
O relatório cita casos em que a IA ajudou a encontrar falhas críticas e reduziu drasticamente o tempo necessário para explorar determinadas vulnerabilidades.
Mesmo assim, das cerca de mil vulnerabilidades descobertas com auxílio de IA no primeiro semestre de 2026, apenas 1% se converteu em riscos reais.
O levantamento apontou que, apesar de a IA acelerar a descoberta das falhas, nem sempre elas serão exploradas com sucesso. Nesse caso, o desafio para as empresas é avaliar quais vulnerabilidades representam risco real e merecem correções antes que atacantes consigam aproveitá-las.
A pesquisa também indicou uma mudança importante na forma como criminosos aproveitam da tecnologia. Eles não necessariamente usam a IA para ‘hacker’ sistemas.
No lugar, exploram a capacidade da tecnologia de ler informações e executar tarefas para encontrar vulnerabilidades online e convertê-las a seu favor.
Por exemplo: pesquisadores encontraram falhas em ferramentas como Microsoft 365 Copilot e Microsoft Word Copilot, incluindo riscos de exposição de arquivos e propagação de instruções maliciosas entre documentos.
Nesse caso, trata-se de um problema das próprias ferramentas, que a IA consegue explorar a partir de permissões legítimas.
O estudo da Check Point Software conclui que a superfície de ataque está mudando e que mecanismos de defesa baseados em reação humana podem perder a eficácia diante de agentes que executam diversas tarefas em minutos. Ou seja, as defesas tradicionais ainda não acompanham o ritmo da tecnologia.
Fonte: CNN Brasil
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