Caixa do Itaú acusa herdeiro da Votorantim de racismo

30/09/2025

OUTRO LADO: Marcos Ermírio de Moraes nega veementemente e diz que restabelecerá verdade na Justiça. Três meses após episódio, Giovana de Assis Ribeiro foi demitida; banco diz que motivo foi outro (Painel S.A.)

Marcos Ermírio de Moraes, herdeiro da Votorantim, virou alvo de uma ação judicial movida pela então funcionária do Itaú Unibanco Giovana de Assis Ribeiro por suposto crime de racismo. Ela acusa o empresário de tê-la chamado de “negrinha”.

O caso ocorreu em março deste ano na agência do Itaú da rua Estados Unidos, em São Paulo. Embora seja cliente Personnalité, braço de alta renda do banco, Ermírio de Moraes se dirigiu ao caixa de uma agência convencional.

No processo, Giovana afirma que o empresário solicitou uma transferência de valores. Ela, então, pediu seu cartão e o documento de identidade. Na sequência, perguntou o valor.

O empresário disse que pretendia transferir R$ 5 milhões. Ela respondeu que isso não seria possível sem a aprovação da gerente da conta no Personnalité e se disponibilizou a ir à agência com ele do outro lado da rua.

Naquele momento, ainda segundo Giovana, ele teria dito: “me dá meu documento, negrinha”.

A caixa teria se indignado contra ele e um tumulto chegou a ser registrado por colegas de serviço. Um deles se propôs a testemunhar em favor de Giovana no processo.

Segundo o relato, Ermírio de Moraes deixou a agência e teve início, então, uma investigação interna no banco para apurar o ocorrido.

Boletim de ocorrência
Giovana pediu ao Itaú os dados do empresário para que registrasse um boletim de ocorrência —dados que, segundo ela, não foram fornecidos.

Mesmo sem as informações, ela registrou o boletim da delegacia e, cerca de um mês depois, entrou com uma ação judicial contra Marcos Ermírio de Moraes. Nessa ação, ela também pediu que o banco fosse obrigado a fornecer os dados do empresário para que ele fosse citado.

Em junho, Giovanna de Assis Ribeiro foi demitida sem justa causa e pediu a inclusão do Itaú como réu.

Continuo como cliente, diz empresário
Conhecido como MEM, Marcos Ermírio de Moraes foi o único candidato bilionário nas eleições de 2022. Ele concorreu a uma vaga de suplente ao Senado por Goiás pelo PSDB . Declarou patrimônio de R$ 1,3 bilhão. Esportista, foi organizador da competição Rally dos Sertões de 1993 a 2019. Possui fazendas e diversos outros negócios.

Consultado, ele negou as acusações.

“Jamais me dirigi à profissional do banco Itaú nos termos descritos, que [nem] sequer fazem parte do meu vocabulário”, disse em nota. “Abomino qualquer forma de discriminação e vou restabelecer a verdade na Justiça.”

O empresário afirmou que continua como cliente do Itaú, com quem tem uma relação de mais de 20 anos.

Demissão foi por outro motivo, diz banco
Por meio de sua assessoria, o Itaú Unibanco informou que, ao receber a denúncia de Giovana, em março deste ano, acionou imediatamente todos os protocolos internos para tratar o caso com máxima prioridade e diligência.

“Foi conduzida uma investigação profunda e estruturada, liderada pelo Ombudsman —área independente responsável por escuta, mediação e solução de conflitos— e a ex-colaboradora contou com acolhimento de sua liderança e acesso a apoio psicológico”, disse em nota.

“O respeito às pessoas e à diversidade é um princípio fundamental do Itaú Unibanco, expresso em suas políticas de ética e integridade e em seus compromissos com diversidade, equidade e inclusão. Essas diretrizes protegem e orientam tanto colaboradores quanto clientes.”

O banco afirma, de forma categórica, que o desligamento da ex-colaboradora em junho não teve qualquer relação com o caso relatado.

Fonte: Folha de SP

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