COE BRADESCO CONTEC debate novo modelo de remuneração variável e implementação da CCV

02/09/2025

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) CONTEC BRADESCO, representado pelo presidente da comissão, Gladir Basso, e pelo secretário, Breno Ferreira de Souza, se reuniu nesta sexta-feira (29/08), em formato virtual, com representantes do Bradesco para discutir o novo modelo de remuneração variável (supera e PRB) e dar sequência às tratativas sobre a Comissão de Conciliação Voluntária (CCV). O encontro contou com a participação de dezenas de dirigentes sindicais de todo o país, além da equipe técnica do banco responsável pelas áreas de remuneração e relações sindicais.

Na abertura, o coordenador da COE, Gladir Basso, explicou que a reunião foi organizada para esclarecer dúvidas sobre o novo programa “Supera”, o PRB, e também sobre a CCV. O presidente da CONTEC, Lourenço Ferreira do Prado, participou da abertura e ressaltou a relevância da COE como espaço ágil de negociação e prevenção de litígios. Ele lembrou que a própria Cláusula 67 da Convenção Coletiva prevê a tentativa de acordo antes de ações judiciais, defendendo que, sempre que houver tema específico, o fórum saia da reunião com um encaminhamento prático. Segundo Lourenço, essa prática contribui para reduzir audiências com a Fenaban e até mesmo processos judiciais, fortalecendo a negociação direta entre trabalhadores e empregadores.

Durante a exposição, o Bradesco apresentou as linhas gerais do novo modelo de incentivos variáveis, ressaltando mudanças que buscam simplificação dos indicadores, maior transparência e ampliação do público elegível. O banco informou que a implantação será feita em três ciclos. O primeiro já contempla a maior parte da Rede de Varejo e Prime, incluindo estruturas de suporte correlatas, alcançando aproximadamente 48 mil empregados, o que representa mais de 60% do quadro total. Os ciclos seguintes, a serem negociados ainda neste ano, ampliarão gradualmente a cobertura até contemplar toda a instituição.

Na rodada de perguntas, dirigentes sindicais levantaram dúvidas sobre os percentuais de elegibilidade, os prazos de pagamento e a forma de tributação. O Bradesco reforçou que o pagamento semestral não se confunde com a PLR da Convenção Coletiva, pois trata-se de uma rubrica independente, embora, para fins tributários, os valores se somem no Imposto de Renda anual. O PRB, por sua vez, será apurado apenas ao final do exercício e dependerá do resultado corporativo (ROE). Ficou combinado que o banco enviará à coordenação da COE o texto base do acordo e um resumo explicativo para subsidiar os dirigentes. Gladir destacou que a conquista de um programa negociado coletivamente já representa um avanço histórico e cria base para aperfeiçoamentos nos próximos anos.

Na sequência, a reunião passou a tratar da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV). A representante do banco, Mayra, explicou que o modelo vinha sendo testado em piloto desde abril e agora será ampliado nacionalmente. O processo funcionará a partir do encaminhamento de pedidos pelos sindicatos, em nome de ex-funcionários desligados. Esses pedidos serão analisados pelo banco em até dez dias, com possibilidade de agendamento de reuniões online entre a equipe de CCV, sindicato e ex-funcionário. Quando houver acordo, o pagamento será feito em até dez dias úteis diretamente na conta do ex-bancário.

Foi esclarecido que não são elegíveis funcionários desligados por justa causa ou com processo trabalhista já em curso, e que todos os demais podem requerer a conciliação em até dois anos após o desligamento.

Dirigentes destacaram que a CCV atende a uma reivindicação antiga da COE Bradesco CONTEC, já presente em outros bancos, e contribui para reduzir litígios, dar celeridade a soluções e assegurar a participação dos sindicatos no processo. Houve ainda questionamentos sobre a abrangência da medida, confirmada para todos os cargos regidos pela CLT. O banco reiterou que enviará à CONTEC o texto base do acordo, de caráter público, e que os anexos técnicos permanecerão restritos, por conterem informações estratégicas.

Ao final, Gladir Basso ressaltou que a implementação do programa de remuneração variável e da CCV representa uma conquista coletiva construída a partir de anos de insistência da categoria. Ele destacou que, embora ainda haja pontos a serem aprimorados, o fato de o banco ter aceitado negociar formalmente com os sindicatos abre caminho para novas vitórias. Lourenço Prado reforçou que a CONTEC, as federações e seus sindicatos continuarão acompanhando de perto a aplicação prática desses instrumentos, sempre com foco na defesa dos bancários e na busca de melhores condições de trabalho.

Fonte: CONTEC

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