Pix aumenta bancarização e propicia novos negócios

18/11/2025

A tecnologia mudou rotinas de comércio e consumo e ajudou a levar mais gente ao sistema financeiro; criou conceitos interessantes como o “Pix da confiança” (Por Simone Kafruni e Hamilton Ferrari)

Quando o Banco Central lançou o Pix, em novembro de 2020, a promessa era simples: um meio de pagamento instantâneo, disponível 24 horas, que reduziria custos e aproximaria consumidores e vendedores.

Cinco anos depois, a tecnologia mudou rotinas de consumo e de comércio, estimulou a formalização e ajudou a levar mais gente ao sistema financeiro –especialmente microempreendedores e vendedores informais. O impacto aparece tanto em estatísticas oficiais quanto em relatos na rua.

O guardador de carros e vendedor de doces André Luiz Almeira, de 24 anos, disse que ouvia muito a frase “não tenho troco” quando ajudava a estacionar os carros em frente a um centro espírita. “A gente inventou o Pix da confiança. Agora o patrão diz que não tem troco, eu dou o saquinho com os doces e o QR code e falo: ‘é na confiança’. Só levei 1 calote até hoje e triplicou o número de motoristas que me pagam”, conta.

Fábio Felipe Jesus Lucena, 40 anos, vende roupa feminina em uma feira e conta que praticamente a integralidade dos pagamentos hoje chega por Pix. “Eu dobrei minhas vendas quando surgiu o Pix”, disse. O movimento de clientes que preferem pagar sem troco, com rapidez e segurança, é um padrão citado por comerciantes de diferentes setores.

Para consumidoras como a servidora pública Ana Maria Rodrigues, 52 anos, a mudança é percebida no dia a dia: ela costuma comprar lanche em frente ao Ministério da Saúde e paga sempre por Pix. “Ficou bom para o comerciante, mas também para quem compra. É simples e rápido”, afirmou. A conveniência explicita a força do Pix como substituto do dinheiro em espécie, sobretudo em pagamentos de baixo valor.

Deivid William Leal de Sousa, 38 anos, vende cupuaçu e açaí há 8 anos. “Eu notei que as vendas aumentaram com o Pix. Hoje, 80% do que eu vendo é pago assim”, relata.

Sousa também descreve uma batalha comum entre vendedores e provedores de maquininhas: no início, algumas empresas passaram a cobrar taxa para gerar QR code via maquininha “Era uma taxa de 0,99%. Mas eu liguei, reclamei e consegui zerar”, disse.

Autoridades de defesa do consumidor têm alertado que fornecedores que cobram taxa pelo pagamento via Pix podem estar descumprindo o Código de Defesa do Consumidor.

Para microempreendedores, as vantagens são claras: redução da necessidade de troco, recebimento imediato, registro automático de vendas e menor exposição ao transporte de valores em espécie. Para consumidores, a atração está na rapidez, disponibilidade e simplicidade. O aniversariante Pix se consolidou como motor de transformação nos pagamentos brasileiros.

Fonte: Poder 360

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