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Banco Central avalia medidas para conter o avanço do crédito caro e o endividamento das famílias, buscando maior sustentabilidade do sistema financeiro.
O Banco Central (BC) informou nesta quarta-feira (2) que está preparando medidas em resposta à crescente participação das modalidades de crédito mais onerosas na dívida das famílias. O objetivo é garantir o reconhecimento tempestivo dos riscos e promover condições mais sustentáveis de oferta de empréstimos, segundo a ata da última reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef).
O que aconteceu
-O endividamento das famílias permanece em patamar historicamente alto, com o comprometimento de renda atingindo o maior nível.
-O Banco Central e o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) expressam preocupação com a relevância de modalidades de crédito mais onerosas.
-O BC estuda medidas para reforçar a proteção do sistema financeiro, incluindo limites para bancos e possível teto de comprometimento de renda.
Autoridades do Banco Central já haviam sinalizado os saldos rotativos dos cartões de crédito e os empréstimos pessoais sem garantia como focos de grande preocupação. Essas modalidades contribuem significativamente para o quadro de endividamento elevado.
Por que o banco central está preocupado com o crédito?
Conforme apurado pela Reuters na semana passada, o Banco Central está estudando um conjunto de medidas abrangentes para conter o endividamento da população brasileira. A prioridade é implementar limites para os bancos, antes de avançar para a possibilidade de um teto para o comprometimento de renda das famílias com o pagamento de suas dívidas, segundo fontes com conhecimento do tema.
O cenário atual de aumento da alavancagem dos consumidores tem acentuado as pressões sobre as finanças familiares. Essa situação persiste mesmo diante da elevação da renda média e do desemprego historicamente baixo, o que reforça o temor de que a rápida expansão do crédito e os elevados custos dos empréstimos estejam corroendo o poder de compra e a estabilidade financeira das famílias.
Ações para a sustentabilidade do sistema financeiro
A ata do Comef enfatiza que “o endividamento das famílias permanece em patamar historicamente alto, e o comprometimento de renda atingiu o maior nível da série histórica”. O documento adiciona que “esse quadro segue sendo influenciado pela participação relevante de modalidades de crédito mais onerosas na composição da dívida das famílias. Na visão do Comitê, o cenário requer cautela e diligência adicionais no mercado de crédito”.
As medidas em preparação pelo Banco Central visam justamente promover “o acúmulo gradual de capital e condições mais sustentáveis de oferta de crédito aos tomadores”, conforme destacado na ata do Comef. A iniciativa busca fortalecer a proteção do sistema financeiro e assegurar maior estabilidade econômica.
Fonte: IstoÉ Dinheiro
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