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O Brasil voltou a liderar o ranking de maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a Selic a 13,75% nesta quarta-feira (16). O cálculo considera a taxa básica de juros e exclui a inflação projetada para os próximos 12 meses. Pela metodologia, o juro real do Brasil é de 8,45%.
O ranking dos juros reais foi calculado pela MoneYou e Lev Intelligence, e tem a coordenação do economista-chefe Jason Vieira.
O ranking dos juros reais tem a Rússia em segundo lugar, seguido por Colômbia, em terceiro, e Turquia, em quarto.
Mesmo que o Copom optasse por manter a Selic em 14% ou fazer um corte maior, a posição do Brasil não seria alterada, já que a inflação alterou a dinâmica dos juros reais e a distância ao segundo colocado, explica Vieira.
“As perspectivas inflacionárias para os próximos 12 meses foram majoritariamente revisadas para cima nos países do ranking, criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio”, afirma Vieira, em relatório.
Brasil está em 4° lugar no ranking nominal
Em termos nominais, o juro de 13,45% coloca o Brasil na quarta colocação. Neste caso, Turquia lidera, com 37% de juro ao ano, seguido por Argentina (29%) e Rússia (14%). Após o Brasil, vem a Colômbia (12%), África do Sul (7%) e México (6,5%).
Entre os 164 países analisados, 72,56% mantiveram os juros, 21,34% elevaram e 6,10% cortaram. Já no recorte dos 40 países do ranking, 55% mantiveram as taxas inalteradas, enquanto 35% elevaram e 10% cortaram.
Fonte: Infomoney
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