Banco do Brasil paga R$ 100 milhões e inicia quitação de dívida bilionária perante a União

10/08/2026

Novo cronograma prevê a amortização de R$ 4,1 bilhões em pagamentos escalonados até 2029 (Por Luis Mauro Filho)

O Banco do Brasil iniciou a quitação de uma dívida bilionária com a União ao transferir R$ 100 milhões nesta sexta-feira (7). O pagamento abre o novo cronograma para a amortização de R$ 4,1 bilhões referentes ao Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD).

O desembolso corresponde à parcela prevista para julho de 2026 e é o primeiro realizado depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) autorizou a reformulação dos prazos.

Maior desembolso está previsto para 2029

O calendário estabelece quatro pagamentos anuais. Depois da parcela confirmada agora, o Banco do Brasil deverá transferir outros R$ 100 milhões em julho de 2027.

A amortização aumentará para R$ 1 bilhão em julho de 2028. O pagamento final, no valor de R$ 2,9 bilhões, deverá ocorrer em julho de 2029.

As duas últimas parcelas somam R$ 3,9 bilhões e representam cerca de 95% do saldo incluído no acordo. A conclusão do cronograma encerrará o compromisso financeiro relacionado ao IHCD.

Operação original alcançou R$ 8,1 bilhões

O instrumento foi contratado em 2012 para permitir que o Banco do Brasil captasse recursos junto ao Tesouro. A operação original totalizou R$ 8,1 bilhões.

Embora os valores tivessem de ser devolvidos, o dinheiro também reforçava o capital regulatório da instituição financeira. Essa combinação explica a classificação da operação como um instrumento híbrido de capital e dívida.

Quando a alteração dos prazos foi aprovada, o saldo remanescente era de R$ 4,1 bilhões. O banco, portanto, já havia amortizado R$ 4 bilhões do valor contratado inicialmente.

BB solicitou reestruturação em fevereiro

O Banco do Brasil pediu a mudança do calendário de pagamentos em fevereiro. Com a autorização do TCU, a instituição passou a contar com um prazo escalonado para concluir a devolução dos recursos até julho de 2029.

A presidente do BB, Tarciana Medeiros, classificou o pedido como uma medida normal e relacionada ao planejamento prudencial do banco.

“A questão não é o pedido, nem a leitura, mas sim a publicização de algo que outros bancos também fizeram e que, para nós, é um plano prudencial”, afirmou Tarciana Medeiros.

Fonte: Brasil247

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