Cenário de alta de juros e inadimplência requer cautela adicional na concessão de crédito, alerta BC

20/02/2025

O cenário de alta de juros e inadimplência requer cautela adicional na concessão de crédito, alertou nesta quarta-feira (19) o Comef (Comitê de Estabilidade Financeira) do Banco Central.

“Na visão do comitê, o cenário, caracterizado por elevação da taxa básica de juros e pelos níveis atuais de inadimplência, comprometimento de renda e endividamento das famílias, bem como pelo endividamento das empresas, requer cautela e diligência adicionais na concessão de crédito, tanto na qualidade dos empréstimos quanto no apetite ao risco”, diz trecho do comunicado.

No texto, o colegiado do BC ressaltou a perspectiva de deterioração das condições de oferta de crédito neste ano e menor tolerância ao risco por parte das instituições financeiras. A avaliação consta na pesquisa trimestral de condições de crédito divulgada na semana passada.

O comitê recomendou também que as instituições supervisionadas “persistam com a política de gestão prudente de capital e de liquidez” diante das incertezas da conjuntura econômica.

O Comef disse acompanhar as condições financeiras internacionais, sem mencionar explicitamente os Estados Unidos e as medidas anunciadas por Donald Trump.

Afirmou ainda ter atenção particular “para as consequências da trajetória das políticas monetária e fiscal das economias avançadas, do reposicionamento das políticas comerciais, dos movimentos de reprecificação de ativos financeiros globais e dos eventos geopolíticos.”

Apesar dos alertas, o colegiado do BC disse ver o sistema financeiro nacional preparado para enfrentar a materialização de risco de crédito, acrescentando que as provisões para perdas de crédito e os níveis de liquidez e de capital dos bancos se mantêm adequados.

A autoridade monetária tem feito alertas sobre a expansão dos empréstimos e os efeitos desse comportamento sobre o ciclo de alta de juros em meio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em defesa de novas medidas “em todos os tipos de créditos” para incentivar o consumo do país.

O movimento expansionista vai na contramão da postura adotada pelo BC, que aplicou um choque de juros visando esfriar a economia para controlar a inflação. A taxa básica de juros (Selic) está em 13,25% ao ano. A previsão é de outro aumento de um ponto percentual, a 14,25% ao ano, no encontro de março.

Fonte: Folha de S. Paulo

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